BRASÍLIA / NACIONAL – Em uma demonstração coordenada de força e articulação política, a União Nacional por Moradia Popular (UNMP) realizou, nesta sexta-feira (24), a Jornada Nacional de Luta por Moradia em mais de 13 cidades em 10 estados brasileiros. Os movimentos ocuparam agências da Caixa Econômica Federal, sedes de governos estaduais e prefeituras, para denunciar o excesso de burocracia, sistemas operacionais falhos e a morosidade que têm inviabilizado a execução de obras do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ (MCMV) na modalidade ‘Entidades e Rural’ e outros programas semelhantes das esferas estaduais e municipais.
Simultaneamente às mobilizações, uma comissão nacional da entidade, composta por representantes dos 20 estados onda a UNMP está presente, esteve reunida em Brasília com o Ministro das Cidades, Vladimir Lima, além de secretários e Inês Magalhães, Vice-Presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal. A negociação resultou no compromisso de aprovação automática para propostas de entidades que não tiveram suas análises concluídas no prazo, além da criação de um Grupo de Trabalho (GT) para revisar o funcionamento dos fluxos do programa.
“O governo reconheceu que o programa está mal dimensionado e que a burocracia tem sido um entrave. Conseguimos o compromisso da ampliação das metas para o MCMV Entidades, algo que vínhamos cobrando insistentemente”, relatou Evaniza Rodrigues, coordenadora do Movimento Sem Teto da Leste 1.






O que segue pendente
Apesar dos avanços na mesa de negociação, a comissão ressaltou que a mobilização não encerra com a reunião. A entidade mantém estado de alerta sobre três pontos críticos:
- Cláusulas Suspensivas: A situação das obras paradas e suspensas continua sendo uma prioridade, com nova agenda de trabalho agendada com a Caixa para a próxima semana.
- Modalidade Rural: O movimento denunciou que a demanda de projetos enquadrados é dez vezes superior à meta apresentada pelo governo, exigindo um aporte de recursos condizente com a realidade do campo.
- Regularização e Recursos: Questões tributárias (ISS), imóveis da SPU e a resolução de processos de reintegração de posse seguem no radar do movimento como eixos inegociáveis.
A força das ruas
A UNMP reafirma seu compromisso com a organização e articulação popular para a garantia do direito à moradia digna. O movimento mantém sua agenda de vigilância e promete novas mobilizações caso os compromissos firmados nesta sexta-feira não se convertam em obras autogestionárias e chaves na mão das famílias de baixa renda.
Leia mais sobre a Jornada nacional de Luta por Moradia: https://unmp.org.br/movimentos-de-moradia-denunciam-burocracia-convocam-mobilizacao-nacional-e-exigem-agenda-com-o-ministerio-das-cidades/
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